Um livro de culto para todos os que se interessam pela mitologia do 25 de Abril.
Sinopse
O Dia dos Prodígios, primeiro romance de Lídia Jorge, publicado em 1980, constituiu um importante acontecimento literário. Tendo sido reconhecido de imediato o seu potencial inovador, continua a ser hoje em dia um livro de culto para todos os que se interessam pela mitologia do 25 de Abril. Trata-se de um longo poema narrativo cuja acção decorre numa aldeia remota do Portugal profundo, visitada pela primeira vez pelos soldados da Revolução, mas os locais, preocupados com a morte de uma serpente, não entendem a mensagem da boa nova. Sobre a sua forma, tão particular e inovadora, escreveu Pierre Léglise- Costa - «Lídia Jorge foi beber ao passado comum das mulheres mediterrânicas e desta extremidade do mundo ocidental que é a sua terra. Para traduzir os ritos, os gestos, os gritos e a ternura, ela encontrou o tom e as formas das litanias que, particularmente no Sul de Portugal, são a expressão, comum e muito antiga, tanto da vida como da esperança.» Tão prodigioso quanto o seu título, O Dia dos Prodígios constitui um tesouro literário inestimável.
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789722090285
- Editor: DOM QUIXOTE
- Data de publicação: setembro 2026
- Abrangido pela Lei do Preço Fixo: Sim
- Tipo de capa: Mole
- Páginas: 208
Sobre o Autor
LÍDIA JORGE
Lídia Jorge estreou-se com a publicação de O Dia dos Prodígios (1980), um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Desde então tem publicado obras nas áreas do romance, conto, ensaio, teatro, crónica e poesia. Os seus textos têm sido adaptados para teatro, televisão e cinema e têm sido distinguidos com os principais prémios literários nacionais. De entre os seus livros destacam-se A Costa dos Murmúrios, O Vale da Paixão, O Vento Assobiando nas Gruas, Os Memoráveis, Estuário e Misericórdia, romance multipremiado que foi distinguido com o Prémio Médicis Estrangeiro, atribuído pela primeira vez a um autor de língua portuguesa. Amplamente traduzida e publicada no estrangeiro, entre os prémios internacionais que recebeu contam-se o Prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara. Em 2025, recebeu o Prémio Pessoa, sendo a primeira escritora a ser distinguida com este galardão.