Pequenas histórias que abrem uma janela sobre o quotidiano da autora, tão familiar e reconhecível quanto divertido.
Diz a autora do presente livro que a crónica a conquistou antes de tudo como exercício de escrita, mas que acabou também por moldar a sua forma de olhar para as coisas e de observar o mundo; e que já não sabe se são determinados acontecimentos que a levam a fazer uma crónica, se afinal é ela própria quem provoca situações irregulares para arranjar assunto para escrever. Neste belíssimo livro a que Luísa Sobral chamou «Da Minha Janela», os leitores riem com a sua falta de jeito para armar uma tenda para os filhos brincarem, mas podem também irritar-se com um edredão que escorrega permanentemente para o chão, ficar indignados com o comportamento de um motorista de TVDE e até preocupar-se com a saúde de alguém muito próximo. Estes textos fazem-nos pensar sobre o dia a dia de uma maneira mais profunda e mais estruturada e, de repente, é como se a janela da autora fosse, afinal, também a da nossa casa.