Reflexão sobre os desafios de ser homem, nos dias de hoje
Sinopse
Em 1815 os Irmãos Grimm publicaram um conto invulgar sobre a entrada de um rapaz na idade adulta. Um caçador chega a uma cidade à procura de aventura. Falam-lhe de um monstro que vive escondido num lago profundo, algures na floresta. Sem mais demora, o aventureiro penetra no arvoredo e captura a criatura que acaba enjaulada no palácio, ficando a rainha com a única chave que a poderá libertar. É então que entra em cena o filho dos monarcas, um miúdo de oito anos. O monstro, de seu nome João de Ferro, tenta negociar com a criança a sua liberdade... em troca de uma bola dourada. A história não acaba aqui. E serve de mote a esta obra do premiado poeta e tradutor americano Robert Bly. O livro provocou furor quando foi publicado em 1990 e manteve-se teimosamente no top de vendas do New York Times durante mais de um ano. Hoje é uma obra de culto, por ter aberto caminho à apologia da masculinidade profunda e saudável. Ao partir de um conto de fadas, analisado à luz da mitologia, da literatura, do imaginário popular e da psicologia Junguiana, o autor explora a lenta erosão da masculinidade. E justifica-a baseado em dois fatores principais: o fim da "aldeia", com os seus rituais de passagem, e a crescente ausência do pai enquanto figura modelo (é ele quem sustenta e protege a família). Obra ainda hoje polémica, que marcou todo um movimento de reivindicação dos valores e valências tradicionais associados ao homem, provoca e ilumina. A enorme erudição do autor e o seu talento para narrar histórias garantem uma leitura feroz e desafiante. Na essência, o que se pretende é redescobrir esse "eu" escondido na floresta, o ser selvagem, que não teme libertar-se da mãe (ou do pai) para procurar a independência e a autodeterminação.
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789892368597
- Editor: LUA DE PAPEL
- Data de publicação: julho 2026
- Abrangido pela Lei do Preço Fixo: Sim
- Tipo de capa: Mole
- Páginas: 352
- Dimensões: 23,5 x 15,7 x 2,3 cm
Sobre o Autor
ROBERT BLY
Robert Bly, ativista e líder do movimento mitopoético masculino - sobretudo desde que publicou a sua obra mais emblemática, João de Ferro. Recebeu vários prémios ao longo da carreira, incluindo o National Book Award (pela sua poesia); em 2013, foi distinguido com a Robert Frost Medal, atribuída pela Sociedade de Poesia da América pelo conjunto da sua obra. Depois de acabar o ensino secundário, Bly ingressou na Marinha norte‑americana, onde serviu dois anos. Regressou aos estudos no St. Olaf College, tendo depois sido transferido para a Universidade de Harvard. Seguiu-se um mestrado em Belas Artes na Universidade de Iowa e uma bolsa da Fulbright que o levou à Noruega, onde começou a estudar e a traduzir poesia escandinava. Fluente em várias línguas, teve um papel essencial a tradução de poetas então pouco conhecidos nos EUA, como Gunnar Ekelöf, Antonio Machado, Pablo Neruda, Cesar Vallejo, Rumi, Hafez, Kabir e Mirabai. Saiba mais em www.robertbly.com