Sinopse

Uma das provas de que um país chegou ao cúmulo da miséria e do caos é a quantidade de cães que deambulam, famintos, pelas suas cidades, abandonados pelos que partiram antes de tudo bater no fundo. Ulises mora em Caracas no apartamento da mulher e dá aulas num workshop de cinema, mas tem cada vez menos alunos. Paulina - que nunca quis filhos e tampouco lhe permitiu ter um cão - decidiu ir-se embora do país... e não o levar. Mas, quando tudo começava a desmoronar-se na vida de Ulises, Nadine, uma paixão antiga, regressa à Venezuela; e, por outro lado, o sogro - o General Martín Ayala, que em tempos foi próximo de Hugo Chávez - deixa-lhe em testamento o enorme casarão da família, sabendo que só Ulises será capaz de pôr de pé nesse edifício uma fundação que acolha, trate, alimente e, se necessário, dê até sepultura a todos os cães abandonados de Caracas. A Paulina e ao irmão gémeo, curiosamente, não deixa nada... Entre as intrigas terríveis de Paulina e os lençóis da enigmática e volátil Nadine, Ulises será o cão vadio que recebe os restos da simpatia dos demais. Com um refinado sentido de humor e uma mestria narrativa difícil de encontrar, Rodrigo Blanco Calderón oferece-nos um romance magistral, tragicómico e grotesco sobre cães, amor, cinema, herança e identidade - e reflete de forma bastante irreverente sobre o chavismo e as míticas figuras do Libertador Simon Bolívar e... do seu cão.

Detalhes do Artigo

  • ISBN: 9789722084512
  • Editor: DOM QUIXOTE
  • Data de publicação: fevereiro 2025
  • Abrangido pela Lei do Preço Fixo: Sim
  • Formato eBook: EPUB
  • Acessibilidade:

Sobre o Autor

RODRIGO BLANCO CALDERÓN

Rodrigo Blanco Calderón nasceu em Caracas, na Venezuela, em 1981. Em 2007 fez parte do grupo Bogotá/39, que incluía os melhores escritores latino-americanos com menos de 39 anos. Em 2013 foi escritor-convidado da Universidade de Iowa no programa de ficção internacional. Recebeu vários prémios nacionais e internacionais pelos seus livros de contos e pelas suas histórias. Com o seu primeiro romance, La Noche, venceu o Prémio Paris Rive Gauche, o Prémio da Crítica da Venezuela e o Prémio bienal Mario Vargas Llosa. Vive atualmente em Málaga.

Assuntos Relacionados