Prémio Lumen de Romance 2024 Um romance luminoso e radioativo.
A narradora desta história nasce a poucos quilómetros de Chernobil, no ano em que a central nuclear explode, e cresce num país atravessado pela confusão e pela miséria. Na terra das «crianças radioativas», das colossais frutas da Zona, do céu vermelho e dos homens alcoólicos, doentes ou desorientados, as mulheres resistem fazendo do quotidiano um refúgio: a mãe cujo nascimento não foi registado devido à perseguição de Estaline; a avó sequestrada pelos nazis que regressa no fim da guerra e, acusada de traição, é condenada a três anos de trabalhos forçados, a apanhar turfa nos pântanos; a jovem apaixonada por Maiakovski ou a que pesca com as suas tranças. De Buenos Aires, para onde emigrou com a família, Natalia Litvinova rompe o silêncio da sua mãe para reconstruir em Pirilampo toda uma linhagem silenciada. «Uma voz deslumbrante e comovente, com a difícil qualidade da simplicidade. Na tradição da melhor literatura russa, passa do realismo ao mítico com naturalidade e sabe recorrer ao humor e à ironia para contar uma história que ainda não tínhamos lido.» Da ata do júri do Prémio Lumen de Romance 2024 «Um livro luminoso. [...] Esta autoficção é a obra-prima da autora, mas é mais do que isso. É parte de um processo íntimo, uma necessidade visceral de dar voz às sombras, de iluminar aspetos da sua vida e do seu país que a acompanharam desde a infância.» El Mundo «Um romance sombrio e terno, escrito com o poder da melhor poesia e a cadência do conto tradicional. Uma história sobre tudo o que brilha no lodo. Maravilhoso.» Alana S. Portero