Situado nas décadas de 1950 e 1960, Um Grão de Trigo é uma poderosa narrativa sobre os últimos dias do domínio colonial britânico no Quénia, centrada na pequena aldeia de Thabai. Durante e após a sangrenta revolta dos Mau Mau, a luta pela independência transforma profundamente a vida dos seus habitantes. Entrelaçando mito e realidade, o romance revela as dores, as tensões e os silêncios que moldam uma nação em transição. No centro da história está Mugo, um homem reservado que, apesar de venerado como herói da resistência, guarda um segredo. À sua volta, outras vidas são marcadas pelo peso da história: antigos combatentes, sobreviventes da repressão e aqueles que escolheram caminhos ambíguos num tempo de rutura. À medida que a independência se aproxima, compromissos são honrados, amizades desfazem-se e o amor é posto à prova. Com uma escrita densa e profundamente humana, Ngũgĩ wa Thiong'o revela os dilemas individuais por detrás das grandes transformações políticas. Um Grão de Trigo é uma obra marcante sobre culpa, memória e busca por uma identidade num mundo em mudança.
Sinopse
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789722133609
- Editor: CAMINHO
- Data de publicação: maio 2026
- Tipo de capa: Mole
- Páginas: 432
- Dimensões: 21 x 13,7 x 3 cm
Sobre o Autor
NGUGI WA THIONG’O
Ngũgĩ wa Thiong'o nasceu em Kamirithu, no Quénia colonial, em 1938, e cresceu sob fortes tensões sociopolíticas que marcariam profundamente a sua obra. Estudou no Uganda e, posteriormente, no Reino Unido, onde se envolveu nos movimentos intelectuais de descolonização. Lecionou em várias instituições de prestígio nos Estados Unidos. Autor de romances, contos, ensaios e peças de teatro, foi preso em 1977, após a encenação da sua peça, Ngaahika Ndeenda (I Will Marry When I Want), escrita em gikuyu - episódio que marcou um ponto de viragem na sua carreira, levando-o a escrever a partir de então exclusivamente na sua língua materna. Após ser libertado, foi alvo de perseguição política e viveu longos anos no exílio. A sua obra afirma, de forma consistente, a ideia de que a liberdade cultural africana passa pela valorização das suas próprias línguas e tradições.