Sinopse
O dia do seu terceiro aniversário é uma data decisiva na vida de Oskar Matzerath, o pequeno que não queria crescer. Não só é o dia em que resolve deixar de crescer, mas é também o dia em que recebe um tambor de lata, objecto que se converterá num companheiro inseparável ao longo de um percurso em que ecoam os compassos da história alemã antes e depois da Segunda Guerra Mundial. No início dos anos 50, internado num asilo de alienados, a Oskar já só lhe resta tocar tambor e dedicar-se a escrever a história da sua vida e da sua família, começando pela avó materna e atravessando a primeira metade do século xx, com o longo pesadelo nazi, até à Alemanha de Adenauer. Nascido em 1924, Oskar viu e ouviu de tudo, nada lhe escapou, porque era um bebé de olhos brilhantes e de ouvido apurado, cujo desenvolvimento mental já estava concluído à nascença. Ao crescer, tornou-se num homem peculiar, um forasteiro de um metro e vinte e um centímetros de altura que anda de terra em terra a tocar no seu tambor de lata. Mas aquele que, como forma de protesto, consegue alterar a realidade tamborilando num simples brinquedo infantil e estilhaçando vidro apenas com o som da sua voz, revela-se a única pessoa sã num mundo de aparências, mentiras e crimes. E, ao terminarmos a leitura desta sua fantástica autobiografia, como salientou Lars Gustafsson, «descobrimos que sabemos mais do que nunca sobre a Alemanha e a Europa Central - tanto no tempo do genocídio como na era Biedermeier da Restauração».
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789722085403
- Editor: DOM QUIXOTE
- Data de publicação: maio 2025
- Páginas: 696
- Dimensões: 23,5 x 15,6 x 4,5 cm
Sobre o Autor
GÜNTER GRASS
Günter Grass nasceu em Danzig (actual Gdańsk, Polónia), a 16 de Outubro de 1927, e morreu em Lübeck, Alemanha, a 13 de Abril de 2015. Escritor, poeta, dramaturgo, ensaísta e pintor, recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1999, tornando-se um dos mais relevantes autores alemães contemporâneos. Em 1959, o seu romance O Tambor de Lata dá-lhe notoriedade internacional, ao mesmo tempo que desencadeia nos meios alemães um aceso debate sobre a guerra e a herança nazi. Foi adaptado ao cinema pelo realizador Volker Schlöndorff, vencendo o Óscar de melhor filme estrangeiro de 1979. Grass, com uma escrita sensual e plena de humor, por vezes apelando à fantasia e ao delírio surrealista, é ainda autor de outros títulos marcantes como A Ratazana, O Gato e o Rato, Escrever Depois de Auschwitz, A Passo de Caranguejo, Em Viagem de Uma Alemanha à Outra, O Meu Século, Descascando a Cebola, A Caixa, O Pregado e Sobre a Finitude.