Um modelo positivo de masculinidade
"Tenho uma filha que vive em Chicago e trabalha em relações públicas e outra que está na Universidade da Pensilvânia. O meu filho vive connosco, na cave, e passa o tempo a fumar cigarros eletrónicos e a jogar jogos de vídeo." O desabafo é de uma mulher americana. Mas em Portugal o cenário repete-se. As filhas saem-se quase sempre melhor do que os filhos e, quando chegam à faculdade, já vão à frente do pelotão. Ocupam as vagas dos cursos mais cobiçados, como na medicina. Eles vão ficando para trás, sem emprego, sem dinheiro, sem amigos, sem nada para fazer. E, como diz Scott Galloway, "não há nada mais perigoso do que um jovem solitário e destruído." O problema da nova geração de homens, da sua falta de rumo e de masculinidade, é um problema de todos. Os dados são alarmantes, desde a incidência da depressão ao número crescente de suicídios (que em Portugal estão agora, na faixa 15-24 anos, no ponto mais alto das últimas décadas). Galloway, professor e empreendedor, sabe do que fala. O seu pai foi um péssimo exemplo e cedo abandonou o lar; a mãe, doente, morreu muito cedo. Ele cresceu sempre à beira do precipício, da depressão, de uma raiva incontrolável. Sobreviveu quase por milagre, e hoje olha para os dois filhos e pensa: o que posso fazer para os ajudar a serem (bons) homens? Notas Sobre Ser Homem é um livro de memórias, é um manifesto, é um apelo. É o livro que os pais, mães e filhos deviam ler. Conta histórias, fornece dados, apresenta soluções. Exorta a que os rapazes assumam a ambição, que saiam de casa, que arrisquem, que sejam rejeitados, que insistam. Que saiam da cave, e partam para a luta.