Sinopse

O Livro do Português Errante, publicado pela primeira vez em 2001, é um livro marcante na obra de Manuel Alegre, porque reflecte vários sentidos considerados fundamentais da poesia do autor, desde logo os conceitos de errância e de movimento, duas das grandes traves-mestras da poesia de Manuel Alegre, presentes, de resto, desde o seu primeiro livro, Praça da Canção (1965), até ao mais recente - Quando (2020). Como disse Eduardo Lourenço no prefácio à sua Poesia Reunida «A sua poesia é uma longa viagem entre os recifes, as ilhas encantadas, os arquipélagos da fábula poética que nós chamamos Homero, Virgílio, Camões, Dante, pessoa, Ezra Pound ou de mais familiar convívio da sua alma errante, Torga e Sophia. Por isso nos referimos à sua genealogia.»

Detalhes do Artigo

  • ISBN: 9789722075473
  • Editor: DOM QUIXOTE
  • Data de publicação: agosto 2022
  • Páginas: 80
  • Dimensões: 21 x 15,8 x 0,6 cm

Sobre o Autor

MANUEL ALEGRE

Manuel Alegre nasceu a 12 de Maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e ator do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC). Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção. Em Outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974. Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice- presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e membro do Conselho de Estado. A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada. Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999. Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio D. Dinis. Em 2014, recebeu o Prémio Amália da Fundação Amália Rodrigues e, em 2016, o Prémio Vida Literária da APE e o Prémio de Consagração de Carreira da SPA. No mesmo ano, foi atribuído o Grande Prémio de Literatura dst ao seu livro de poemas Bairro Ocidental. Em 2017, foi distinguido com o Prémio Camões e, em 2019, com o Prémio Vida e Obra da SPA. Em 2021, Quando recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa. Memórias Minhas recebeu o Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE/CM de Coimbra.

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