Dez anos após a sua publicação pela Caminho, Caderno de Memórias Coloniais regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada.
« O NEGRO ESTAVA ABAIXO DE TUDO. NÃO TINHA DIREITOS. TERIA OS DA CARIDADE, SE A MERECESSE. SE FOSSE HUMILDE, SE SORRISSE, FALASSE BAIXO, COM A COLUNA VERTEBRAL LIGEIRAMENTE INCLINADA PARA A FRENTE E AS MÃOS FECHADAS UMA NA OUTRA, COMO SE REZASSE. » Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, Caderno de Memórias Coloniais regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique. Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização. Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica.