Sinopse

Fui recolhendo, ao longo de 16 anos, cartas, diários, testemunhos, maquetas de jogos e armadilhas de Acácio Nobre (1869?-1968), um construtor de puzzles geométricos visionário no século XIX que uma ditadura silenciou no século XX e (quase) eliminou de uma História que ainda assim influenciou, de forma subtil e anónima, introduzindo uma marca indelével e inevitável nos séculos vindouros, como o nosso. Acreditando que a obra literária pode desempenhar um papel crucial na reavaliação dos tempos que correm de uma forma que estará para sempre vedada à História, à Academia e à estratégia política, venho por este meio partilhar convosco a Coleção Privada de Acácio Nobre, na esperança de encontrar, mas também de dispersar, a sua obra, as suas ideias e os seus manifestos, procurando contribuir assim para a tarefa inglória de lutar pelo direito ao impossível, uma mastodôntica missão num país como este, que, por acidente geográfico, é o meu, e também foi, ainda que por breves momentos e de forma ingrata, o de Acácio Nobre.

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Detalhes do Artigo

  • ISBN: 9789722127912
  • Editor: CAMINHO
  • Data de publicação: abril 2016
  • Abrangido pela Lei do Preço Fixo: Não
  • Tipo de capa: Mole
  • Páginas: 224
  • Dimensões: 23,5 x 15,6 x 1,6 cm

Sobre o Autor

PATRÍCIA PORTELA

Patrícia Portela (1974). Viveu em Macau, Utrecht, Helsínquia, Ebeltoft, Berlim, Antuérpia, Viseu e Lisboa. Autora de performances e obras literárias; tem um mestrado em cenografia pela Central Saint Martins College of Art/Faculdade de Utrecht e outro em Filosofia Contemporânea pelo Instituto Internacional de Filosofia de Leuven; estudou cinema na European Film College e dança contemporânea com vários coreógrafos e mestres; foi cronista no JL de 2017 até ao seu fecho, em 2025, e na Antena 1 no programa Fio da Meada de 2019 e até à primeira quarentena do Covid-19 em 2020; foi diretora artística do Teatro Viriato, em Viseu, e da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa. Recebeu o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/FCG para o espectáculo Flatland I (2004) e Wasteband (menção honrosa 2003), prémio Teatro na Década para T5 (1999), com o grupo O Resto, e Prémio Reposição 2004 com Wasteband. Finalista do Primeiro Prémio Multimédia Sonae/MNACC, em 2015, com a instalação Parasomnia; Finalista do Prémio de Grande Romance e Novela APE de 2013 com Banquete. Finalista do Prémio Correntes d'Escritas e Prémio Ciranda 2022 com Hífen, um romance escrito com o apoio de uma bolsa literária DGLAB e que Miguel Real, no JL, considerou «histórico».

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