Sinopse
"As musas nascem entre o dedo mindinho, o coração e o cérebro humanos. São muito pequeninas, muito microscópicas (...)/[[...]. Navegam de forma organizada e activa pelo cérebro, e para comunicar entre si fazem-no através de impulsos eléctricos e reacções químicas. Existem musas normais e musas confusas: As musas normais são tamanho S, M, L ou XL, inebriam, embriagam, enfeitiçam, inspiram, e aparecem antes, durante ou por causa do processo criativo, transformando uma ideia luminosa num corpo divino e tangível. Aparecem frequentemente nuas ou seminuas em vestes transparentes e são responsáveis pela poesia erótica, pelo delírio romântico e pela Música do Universo. São umas grandes convencidas e só usam roupa de marca e há quem diga que vivem em museus mas é mentira, só lá estão nas férias grandes e às segundas-feiras, quando os museus estão fechados... as musas confusas... as musas confusas são todas Odílias e parecem ser exactamente o mesmo mas são exactamente o contrário... em vez de andarem por aí a inspirar, procuram desesperadamente alguém que as inspire. Texto de Patrícia Portela SINOPSE Odília, é uma musa confusa. quando tinha 7, 8, 9, quase 30 anos, viu um anúncio no jornal para tarefas inspiradoras e concorreu. Quando chegou às entrevistas, estava atrasada e já não havia mais nenhuma vaga, e Odília, sentindo-se a única musa desempregada no mundo, sai porta fora, e corre, corre, corre, corre, até tropeçar numa outra musa... Penélope.
Também poderá gostar
Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789722118989
- Editor: CAMINHO
- Data de publicação: janeiro 2007
- Dimensões: 21 x 13,5 x 0,6 cm
Sobre o Autor
PATRÍCIA PORTELA
Patrícia Portela (1974). Viveu em Macau, Utrecht, Helsínquia, Ebeltoft, Berlim, Antuérpia, Viseu e Lisboa. Autora de performances e obras literárias; tem um mestrado em cenografia pela Central Saint Martins College of Art/Faculdade de Utrecht e outro em Filosofia Contemporânea pelo Instituto Internacional de Filosofia de Leuven; estudou cinema na European Film College e dança contemporânea com vários coreógrafos e mestres; foi cronista no JL de 2017 até ao seu fecho, em 2025, e na Antena 1 no programa Fio da Meada de 2019 e até à primeira quarentena do Covid-19 em 2020; foi diretora artística do Teatro Viriato, em Viseu, e da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa. Recebeu o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/FCG para o espectáculo Flatland I (2004) e Wasteband (menção honrosa 2003), prémio Teatro na Década para T5 (1999), com o grupo O Resto, e Prémio Reposição 2004 com Wasteband. Finalista do Primeiro Prémio Multimédia Sonae/MNACC, em 2015, com a instalação Parasomnia; Finalista do Prémio de Grande Romance e Novela APE de 2013 com Banquete. Finalista do Prémio Correntes d'Escritas e Prémio Ciranda 2022 com Hífen, um romance escrito com o apoio de uma bolsa literária DGLAB e que Miguel Real, no JL, considerou «histórico».