Ouvi um pardal. Confirmo: é mesmo um pardal. E atrás do pardal, quem vem lá? Ninguém. Desculpa, afinal estou a ver algo. Quem? É o Zé. O Zé? Hoje veio com o gorro e as luvas postas. E atrás do Zé? Continua a ser o Zé. O Zé é muito comprido. Só agora terminou de aparecer. Aqui está o ponto de partida deste livro. Um livro em movimento. Em viagem. Onde uma história, como uma paisagem, é atravessada de uma ponta à outra. Do início ao fim. Mas e se, por descuido, sem querer (ou por querer muito), espreitarmos para o lado de lá do fim de uma história? Será que do lado de lá está outra história, à nossa espera (coitadinha, há quanto tempo?) pronta para partir?