Sinopse

Ao longo de mais de 200 páginas pressentimos a dúvida que abraça chavetas desejadas [...]. Seremos capazes de substituir rituais caducos por outros que desempenhem a mesma função integradora? As novas gerações poderão afirmar-se pelo que constroem e não apenas pela recusa automática do legado das anteriores, confundindo ato e bravata? O desaguar de multidões nas cidades implicará necessariamente o anonimato, [...] pois nenhum sonho já os ocupa, o espanto perante um gesto solidário que já não se espera, vivemos empilhados, mas sem vizinhos? A Ciência resistirá aos encantos do próprio umbigo, à vertigem da descoberta que afaga o ego e a conta bancária, deixando as preocupações éticas para políticos que as anunciam aos quatro ventos e a milhões de votantes, mas não as deixam comprometer os seus projetos de poder? [...] Sobre tudo isto - e muito mais! - Fernando Namora se debruça, interroga, não é exagero acrescentar angustia. O seu futuro é o nosso presente, já o disse. Pelo qual somos responsáveis. [...] Metemos as mãos à obra ou nos bolsos? Escrevi que Fernando namora respostas, pede contas.

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Nem por isso

MARIA ROMA

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Detalhes do Artigo

  • ISBN: 9789722132893
  • Editor: CAMINHO
  • Data de publicação: setembro 2024
  • Abrangido pela Lei do Preço Fixo: Sim
  • Tipo de capa: Mole
  • Páginas: 248
  • Dimensões: 23,5 x 15,7 x 1,6 cm

Sobre o Autor

FERNANDO NAMORA

Fernando Namora Nasceu em Condeixa (15 de abril de 1919) e licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. É no ambiente coimbrão, sobretudo no meio estudantil, que as suas primeiras obras radicam. Fernando Namora é um dos mais destacados criadores do neorrealismo, a que deu uma feição peculiar, sobretudo quando a sua arte absorve, renova, a mais genuína tradição picaresca peninsular ou as experiências da modernidade. Fernando Namora foi galardoado com prémios tão relevantes como o José Lins do Rego, o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia de Ciências de Lisboa, os SOPEM e D. Dinis, entre vários. Foi agraciado com o Grande Oficialato da Ordem de Santiago e com a Grã Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique em 1988. Fernando Namora morreu em 31 de janeiro de 1989.

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