Uma mulher que toda a vida sonhou viajar arrisca-se a fazê-lo finalmente depois dos 50. E descobre-se completamente invisível...
Criada com dificuldades e habituada a férias de campismo, Ana sonhou toda a vida com viagens a sério; mas as ocupações que escolheu, o casamento, os filhos, o trabalho irregular, não lhe facilitaram a vida. Na verdade, foi só depois dos cinquenta que conseguiu respirar fundo, tirar um mês sem facturar, dispor de um pé-de-meia, fazer a mala e arriscar na aventura de um Interrail, tal como os estudantes no fim do Secundário. Esta é, pois, a história de uma senhora de certa idade que resolveu controlar a ansiedade e os nervos, pôr uma mochila às costas, meter-se em vários comboios e testar as rodas do seu trólei nas lajes da Antiguidade e da modernidade de Itália. Não esperou por ninguém e partiu, ainda que com receio de se fartar de si própria (mesmo que para os outros fosse paradoxalmente quase invisível). Não orou nem amou, mas comeu, bebeu e olhou com avidez tudo o que lhe apareceu pela frente, coisas e pessoas. Teve contratempos, claro, mas não chorou sobre o leite derramado até porque os aperitivos que experimentou eram bem coloridos e estimulantes. Apaixonou-se todos os dias, e todos os dias se exasperou com paixão. Andou muito. Escreveu muito. Cansou-se muito. E voltaria já amanhã. Testemunho incrivelmente sincero e genuíno, A Turista Invisível não é só o relato de uma viagem há muito desejada, mas sobretudo uma jornada ao mais fundo de si que um ser humano pode fazer. E, ainda por cima, com um belo cenário.