A ficção de Conrad centra-se essencialmente em personagens perdidas... pode ser na natureza ou no mar, no subconsciente ou na própria consciência, na sua dimensão moral ou simplesmente no seio da sociedade. Os contos são geralmente de aventuras, mas têm sempre outros níveis de leitura, nomeadamente o homem perdido em busca de si mesmo ou de um rumo para a sua existência. Devido a essa pluralidade de interpretações, os seus contos podem ser lidos por vários tipos de leitores: aqueles que procuram um grande livro de aventuras, aqueles que pretendem simplesmente deleitar-se com uma prosa magistral ou os que desejam acima de tudo uma literatura que reflicta o homem em busca de si mesmo, da sua autenticidade, por entre as incertezas do mundo e da alma humana. «O Sr. Conrad, nos livros pelos quais é conhecido, é um escritor que compele à admiração todos os que apreciam os aspectos mais requintados da arte narrativa.» T. S. Eliot /«A obra de Conrad é subtil e rica - é o melhor escritor [...] da melhor prosa em inglês.» F. Scott Fitzgerald / «Conrad escreveu numa época em que a língua inglesa estava flácida e ele tornou-a novamente musculada.» Virginia Woolf / «Aprendi a escrever com Conrad. Não com Melville, não com Henry James, mas com Conrad.» William Faulkner (Nobel da Literatura) / «Um dos grandes romancistas modernos. Os seus romances versam sobre coragem moral - e os custos da integridade num mundo de compromisso.» George Orwell / «Conrad tinha génio. Não posso com ele, mas não o posso negar.» D. H. Lawrence / «Foi o único homem que alguma vez conheci que conseguia escrever frases perfeitas em inglês.» Ford Madox Ford / «Conrad é um escritor que faz ver - isto é, talvez, o mais que se pode dizer.» Ernest Hemingway (Nobel da Literatura) / «Ninguém escreveu sobre o mar como Conrad, nem sobre a alma humana atirada ao mar da consciência.» André Gide (Nobel da Literatura) / «A visão do mundo de Conrad continua profundamente influente. Ele percebeu o que o imperialismo fez à alma do Ocidente.» V. S. Naipaul (Nobel da Literatura) / «Conrad ofereceu-nos uma literatura da escuridão colonial - profética, moral, profundamente psicológica.» Nadine Gordimer (Nobel da Literatura) / «Um escritor como Conrad não se admira apenas - ele é interpelado, revisitado. O seu território moral é imenso.» J. M. Coetzee (Nobel da Literatura) / «A ambiguidade moral em Conrad está mais perto da tragédia do que qualquer ficção moderna.» Albert Camus (Nobel da Literatura) / «O mundo de Conrad foi a minha introdução à escuridão - não ao mal, mas à incerteza, à complexidade e ao compromisso.» Graham Greene / «Ler Conrad era como ouvir alguém que tinha ido ao fim do mundo e voltara mais sábio, mas menos certo de tudo.» T. E. Lawrence / «Conrad explorou os labirintos da culpa e do desejo com precisão implacável.» Jorge Luis Borges / «Conrad escreve como se as suas personagens caminhassem sempre sobre um fio esticado sobre o abismo.» Italo Calvino / «Em Conrad, a narração é espelho e labirinto, revelação e engano.» Umberto Eco / «A escuridão de Conrad não é ausência de luz, mas densidade de alma.» Mario Vargas Llosa (Nobel da Literatura) / «Conrad soube mostrar o mar como espelho da alma humana.« Stefan Zweig / «Nos seus livros sente-se o peso do invisível.» Rainer Maria Rilke / «Em Conrad, o homem é livre perante o absurdo - mas é uma liberdade terrível.» Jean-Paul Sartre (Nobel da Literatura - recusado) / «Os contos de Conrad possuem uma gravidade antiga, quase homérica.» Marguerite Yourcenar / «Conrad introduziu a tragédia no romance de aventura.» André Malraux
Sinopse
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789899328228
- Editor: E-PRIMATUR
- Abrangido pela Lei do Preço Fixo: Não
- Formato eBook: EPUB
- Acessibilidade:
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