Perdoa-se o mal que faz, pelo bem que sabe, é uma viagem sem travões pela cozinha tradicional portuguesa, feita com o garfo em riste, o cinto desapertado e uma desconfiança perfeitamente saudável de tudo o que leve quinoa. Ao longo de 60 receitas, percorremos carnes, enchidos, miudezas, bacalhaus, polvos, peixes, sopas, petiscos e sobremesas suficientemente carregadas de açúcar e gemas para fazer uma balança pedir baixa médica. Aqui não há tacinhas com sementes exóticas, espumas sem substância ou pratos com três ervilhas colocadas à distância regulamentar. Há favas com chouriço, dobrada, cabidela, rojões, arroz de forno, bacalhau à lagareiro, caldeiradas, sopa da pedra, salada de orelha, pudim Abade de Priscos e outras maravilhas capazes de alimentar o corpo, confortar a alma e provocar suores frios a qualquer nutricionista de Instagram. Mas este livro não é apenas uma coleção de receitas. É uma declaração de amor à comida portuguesa, aos ingredientes da nossa terra, aos tachos que cozinham devagar e às pessoas que aprenderam a medir tudo com os olhos, com os dedos e com décadas de prática. É uma defesa das receitas antigas, dos pratos de aproveitamento e de uma cozinha construída com sangue, osso, gordura, pão, vinho e paciência. Entre memórias, histórias, opiniões pouco diplomáticas e conselhos dados com a autoridade de quem já limpou muitos pratos com pão, este livro recorda- nos que comer não serve apenas para manter o corpo vivo. Serve para juntar pessoas, contar de onde vimos e tornar a existência um pouco menos aborrecida. São pratos para domingos demorados, mesas cheias, garrafas abertas e ocasiões em que ninguém olha para o relógio.
Sinopse
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789895819423
- Editor: CASA DAS LETRAS
- Data de publicação: outubro 2026
- Abrangido pela Lei do Preço Fixo: Sim
- Tipo de capa: Mole
- Páginas: 240
Sobre o Autor
RODRIGO MENEZES
RODRIGO MENESES Rodrigo Meneses é um foodie. Não encontrou em português uma palavra suficientemente curta para explicar esta obsessão sem obrigar as pessoas a sentarem-se, abrirem uma garrafa e perderem duas horas de vida a ouvi-lo falar de comida. Foi curador da Academia de Cozinha Time Out, no Mercado da Ribeira, e do projeto Mesas Bohemia, da Sagres Bohemia, dedicado à celebração da cozinha tradicional portuguesa. Hoje organiza tours gastronómicos e workshops, continuando a cozinhar, a provar, a ensinar e a perguntar por que razão alguém decidiu estragar uma receita perfeitamente boa acrescentando-lhe quinoa.