Viver uma guerra à distância é como olhar para este quadro. É estar lá sem estar dentro, é estar de fora sem estar cá fora. Vivo à distância. A guerra à distância. O horror à distância. A morte à distância. O medo à distância. O desastre à distância. É tudo uma mera notícia.» Hoje, 3 de Maio é um romance escrito a partir do quadro Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808, de Francisco José de Goya y Lucientes. Um retrato de quem fuzila e de quem é fuzilado numa Europa que permanece, até hoje, presa num tempo de guerra.
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Sinopse
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789722134170
- Editor: CAMINHO
- Data de publicação: maio 2026
- Páginas: 400
- Formato eBook: EPUB
- Acessibilidade:
Sobre o Autor
PATRÍCIA PORTELA
Patrícia Portela (1974). Viveu em Macau, Utrecht, Helsínquia, Ebeltoft, Berlim, Antuérpia, Viseu e Lisboa. Autora de performances e obras literárias; tem um mestrado em cenografia pela Central Saint Martins College of Art/Faculdade de Utrecht e outro em Filosofia Contemporânea pelo Instituto Internacional de Filosofia de Leuven; estudou cinema na European Film College e dança contemporânea com vários coreógrafos e mestres; foi cronista no JL de 2017 até ao seu fecho, em 2025, e na Antena 1 no programa Fio da Meada de 2019 e até à primeira quarentena do Covid-19 em 2020; foi diretora artística do Teatro Viriato, em Viseu, e da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa. Recebeu o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/FCG para o espectáculo Flatland I (2004) e Wasteband (menção honrosa 2003), prémio Teatro na Década para T5 (1999), com o grupo O Resto, e Prémio Reposição 2004 com Wasteband. Finalista do Primeiro Prémio Multimédia Sonae/MNACC, em 2015, com a instalação Parasomnia; Finalista do Prémio de Grande Romance e Novela APE de 2013 com Banquete. Finalista do Prémio Correntes d'Escritas e Prémio Ciranda 2022 com Hífen, um romance escrito com o apoio de uma bolsa literária DGLAB e que Miguel Real, no JL, considerou «histórico».