O futuro era agora.
Sinopse
Em Portugal, como no Ocidente, a década de 1990 começa com grande ambição. Estávamos do lado certo da História. Fazíamos parte dos vencedores da Guerra Fria, e a adesão à CEE, em 1986, trouxe-nos o progresso e o desenvolvimento que a década seguinte continuará, começando pela televisão privada e acabando na liberalização do crédito à habitação. A época é marcada pela estabilidade política. Nos noventa, a democracia era incontestada, Guterres sucedeu a Cavaco e Sampaio a Soares, chegou a fast food, os shoppings, as pipocas no cinema, os telemóveis, a TV Cabo, a Via Verde, quilómetros de autoestrada, até conquistámos o espaço, com o nosso primeiro satélite. Os portugueses andavam felizes, contentes e entusiasmados. Espantosamente, deixaram-se contagiar pelo otimismo onde todos pareciam querer a mesma coisa. Saíram à rua por Timor, pelas gravuras de Foz Côa, pelas pegadas de dinossauros, contra as portagens, visitaram a EXPO'98, festejaram o Nobel de Saramago e a conquista do Evereste. Milhares de jovens quiseram ir para a universidade e manifestaram-se tão ruidosamente que lhes chamaram «Geração Rasca». Se, nos oitenta, Portugal se agarrou à CEE para escapar à pobreza, nos noventa acreditámos no desígnio de estarmos quase, quase, quase a chegar ao pelotão da frente. Em breve seríamos ricos, civilizados e avançados. Europeus. Através do caminho pessoal do autor, A Década Fabulosa percorre os noventa nacionais e não só, numa viagem pelas razões por que muitos os recordam como a última década que valeu (mesmo) a pena.
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789722090056
- Editor: DOM QUIXOTE
- Data de publicação: setembro 2026
- Abrangido pela Lei do Preço Fixo: Sim
- Tipo de capa: Mole
- Páginas: 736
Sobre o Autor
PEDRO BOUCHERIE MENDES
Nos anos 90, Pedro Boucherie Mendes (1970), tirou o curso numa universidade pública em Lisboa, trabalhou em rádios e em jornais, viu os Metallica, os Guns'N'Roses e os GNR no velhinho José de Alvalade e os Nirvana em Cascais. Fez um crédito pessoal e um crédito à habitação, casou-se, foi às Caraíbas (embora não a Punta Cana). Ainda foi a tempo de ter o seu primeiro Nokia, visitar a EXPO'98, ter um monovolume, ser pai e ligar-se à Internet pela linha telefónica. É autor de A Década Prodigiosa, Crescer em Portugal nos Anos 80 (Publicações Dom Quixote, 2024).