Sinopse
Toscana, Itália, 1937. O burgo de Pitigliano assenta, como um ninho de águia, no cume de um rochedo; mas nem a cidade, de túneis e catacumbas, escavada nos seus alicerces consegue abafar os segredos à superfície. É no aperto das suas muralhas que Annina Bemporad, uma judia rebelde, se despede da infância quando acorda a meio da noite com o estampido de um tiro. Se os estilhaços da tragédia acabam por atingi-la, será a partir de então que ambicionará os sonhos mais arrojados, seja na companhia de Cosimo - um rapaz disposto a dar a vida por ela -, de Alessia - a colega excêntrica que não parece encontrar um fato à sua medida, ou mesmo do enigmático Peppino, que monta espetáculos com o lixo que apanha nas ruas e a quem basta uma palavra para resgatar Annina aos seus momentos mais duros. Mas, se a beleza da rapariga gera paixões doentias e ódios desmesurados, nada faria supor que pudessem resultar num ato tão tresloucado... Restam-lhe, pois, o desejo de vingança e a queda para o fingimento para sobreviver no mundo virado do avesso em que se transformou a Itália de Mussolini, onde as Leis Raciais, que têm por alvo os judeus, anunciam a chegada dos nazis. Profundamente imaginativo e rigorosamente documentado, Um Tempo a Fingir é um romance magistral onde desfilam personagens memoráveis e cujo enredo tem a rara qualidade de ser ao mesmo tempo absolutamente inesperado e completamente verosímil.
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789722071048
- Editor: DOM QUIXOTE
- Data de publicação: agosto 2025
- Dimensões: 23,4 x 15,6 x 2,6 cm
Sobre o Autor
JOÃO PINTO COELHO
João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Frequentou Belas-Artes e licenciou-se em Arquitetura, tendo passado algumas temporadas nos EUA, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque. Viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Após vinte anos de investigação sobre a perseguição aos judeus, integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar nos antigos campos de Auschwitz. Nessas iniciativas, trabalhou de perto com diversos investigadores e sobreviventes da Shoah. É nesse ambiente que decorre o seu primeiro romance, Perguntem a Sarah Gross, finalista do Prémio LeYa, nomeado para Melhor Livro de Ficção Narrativa pela SPA e representante de Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry. O seu romance seguinte, Os Loucos da Rua Mazur, foi o vencedor do Prémio LeYa 2017, finalista do Prémio Literário Fernando Namora e semifinalista do Prémio Oceanos. Em 2020, publicou Um Tempo a Fingir, romance finalista do Prémio da União Europeia para a Literatura e do Prémio Literário Fernando Namora, bem como semifinalista do Prémio Oceanos. E, em 2022, o romance Mãe, Doce Mar. Os seus livros integram o Plano Nacional de Leitura.