Sinopse
E se a mulher que todos julgavam conhecer fosse apenas o contorno de uma vida secreta, irreconhecível, que esconde segredos capazes de mudar tudo? - Depois da morte da mãe, Teresa herda um caixote de cartas antigas, fotografias sem data e pequenos objetos de valor insignificante. Escritas ao longo de décadas por uma mulher que assina com o mesmo nome da mãe, Alice, mas que fala de amores clandestinos, lugares que a filha não reconhece, de despedidas que parecem dirigidas a alguém que não ela. Nas entrelinhas dessas palavras, começa a desenhar-se uma história paralela à que lhe foi contada, à que viveu, àquela a que tentou a custo sobreviver: feita de omissões, de vidas vividas à margem do possível, uma narrativa subterrânea que emerge em frases soltas, por vezes, desconcertadas, que despem uma desconhecida. No regresso à casa da infância, Teresa procura reconstituir a figura da mãe: quem foi esta mulher antes de se deixar domesticar, antes de ceder o corpo e a linguagem ao papel de esposa e mãe? Na ressonância das cartas que percorre, Teresa descobre o que acontece quando o amor não cabe na vida que se escolheu viver.
Também poderá gostar
Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789895815937
- Editor: CASA DAS LETRAS
- Data de publicação: setembro 2025
- Páginas: 256
- Dimensões: 23,5 x 15,6 x 1,7 cm
Sobre o Autor
SUSANA AMARO VELHO
Susana Amaro Velho nasceu em Mafra em março de 1986. Estudou Jornalismo e Solicitadoria e trabalha atualmente como freelancer na área da comunicação. Publicou o seu primeiro romance em 2017. Em 2022, foi a primeira autora portuguesa a integrar a chancela Aurora, com Inquieta, onde também viria a reeditar Bairro das Cruzes. Participou no projeto coletivo O Sono Delas e, em 2024, publicou Descansos, distinguido pela revista NiT como Melhor Livro do Ano. Vive numa aldeia, entre o sossego e o caos feliz de uma casa com três filhos pequenos. As Últimas Linhas Destas Mãos, o seu romance de estreia, é agora reeditado numa edição totalmente revista.