Sinopse
«De repente, vi uma saída e aproveitei-a logo. Saí, estou fora, mas algo desorientado.» Franz Tunda, primeiro-tenente do exército austríaco feito prisioneiro pelos russos no início da Primeira Guerra Mundial, consegue evadir-se e vive todo o processo da Revolução Russa sob uma identidade falsa. Um dia, porém, algo o leva a abandonar a Rússia e a partir em busca da sua personalidade perdida na sua terra natal. Será aí que terá de aceitar que se tornou, na sua própria sociedade, o que em termos burocráticos se chama um «desaparecido»: o tratamento que recebe, amigável e respeitoso, é semelhante ao dado aos bibelôs extraídos do seu antigo contexto, entre outras coisas porque uma nova ordem política e moral governa a Europa e, tal como o protagonista, a sua antiga pátria está, por sua vez, «desaparecida». O mesmo acontece com aquela que era sua noiva, cuja busca passa a ocupar parte dos esforços do ex-tenente, que, numa última tentativa de a encontrar, se desloca de Berlim para Paris. Fuga sem Fim é a história de Franz Tunda, um homem sem nome, sem crédito, sem posição, sem título, sem dinheiro, sem profissão e, acima de tudo, sem destino. Um homem cuja história nos propõe uma metáfora fascinante da própria vida enquanto evasão e, ao mesmo tempo, luminosa presença no mundo.
Também poderá gostar
Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789722084192
- Editor: DOM QUIXOTE
- Data de publicação: janeiro 2025
- Páginas: 168
- Dimensões: 23,5 x 15,7 x 1,1 cm
Sobre o Autor
JOSEPH ROTH
Joseph Roth (1894-1939) é um dos mais importantes romancistas do século XX, e uma das figuras essenciais da literatura centro-europeia. Escritor e jornalista austríaco de origem judaica, nasceu na cidade de Brody, na Galícia Oriental, atual Ucrânia. Combateu na Primeira Guerra Mundial pelo exército austro-húngaro, de 1916 a 1918, tendo sido feito prisioneiro pelo exército russo. A experiência da guerra marcou-o profundamente e viria a inspirar muitos dos seus livros. Depois da guerra, trabalhou como jornalista em Viena e Berlim, e em 1923 começou a sua colaboração com o jornal Frankfurter Zeitung, que o leva a viajar por toda a Europa. Em 1933, quando Hitler chegou ao poder, e antevendo a catástrofe que se avizinhava, exila-se em Paris, onde, enfraquecido pelo alcoolismo, acabaria por morrer de pneumonia a 27 de maio de 1939, meses antes do deflagrar da Segunda Guerra Mundial.