Sinopse

LYVROS Destaca
A Caixa
A Caixa é uma obra quase tão polémica como Descascando a Cebola, a primeira autobiografia em que Günter Grass tomou a decisão de contar em pormenor o seu passado nas SS hitlerianas quando tinha 17 anos. As revelações agora libertam-se do campo político e voltam-se para o seu universo familiar. A Caixa reproduz várias conversas gravadas pelos oito filhos do autor - às vezes todos juntos, outras vezes sozinhos - que recordam a sua infância e juventude, bem como as mudanças de casa e as relações amorosas do pai. O livro conta a vida do escritor a partir do momento em que Descascando a Cebola havia parado, ou seja, 1959 e é uma mistura de ficção e realidade. Narra as suas relações familiares num desafio feroz e, por vezes, expressa a ternura, a crítica, a indiferença... todos os sentimentos que se reflectem na relação do escritor com os filhos. O título é uma referência a uma máquina fotográfica antiga da Agfa, fabricada em formato de caixa. É o símbolo central da história, pois é com ela que a personagem principal, Maria, fotografa o quotidiano desta família. Uma máquina que sobreviveu á guerra e aos incêndios de Berlim e que, de algum modo, adquiriu a faculdade de avançar e retroceder no tempo. A Caixa é um retrato em sépia da memória de um passado que não dá descanso ao escritor.

Detalhes do Artigo

  • ISBN: 9789724619200
  • Editor: CASA DAS LETRAS
  • Data de publicação: janeiro 2009
  • Dimensões: 23,1 x 15,5 x 1,6 cm

Sobre o Autor

GÜNTER GRASS

Günter Grass nasceu em Danzig (actual Gdańsk, Polónia), a 16 de Outubro de 1927, e morreu em Lübeck, Alemanha, a 13 de Abril de 2015. Escritor, poeta, dramaturgo, ensaísta e pintor, recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1999, tornando-se um dos mais relevantes autores alemães contemporâneos. Em 1959, o seu romance O Tambor de Lata dá-lhe notoriedade internacional, ao mesmo tempo que desencadeia nos meios alemães um aceso debate sobre a guerra e a herança nazi. Foi adaptado ao cinema pelo realizador Volker Schlöndorff, vencendo o Óscar de melhor filme estrangeiro de 1979. Grass, com uma escrita sensual e plena de humor, por vezes apelando à fantasia e ao delírio surrealista, é ainda autor de outros títulos marcantes como A Ratazana, O Gato e o Rato, Escrever Depois de Auschwitz, A Passo de Caranguejo, Em Viagem de Uma Alemanha à Outra, O Meu Século, Descascando a Cebola, A Caixa, O Pregado e Sobre a Finitude.

Caixa (A)
Caixa (A)
GÜNTER GRASS

Livro

Livro 17,70€