Sinopse

Primeira edição autónoma na Dom Quixote (4ª edição no total) do poema dramático Um Barco para Ítaca. Foi escrito no exílio, em Argel, e publicado em Portugal, em 1971. Foi levado à cena em 1974 por Norberto Barroca, na Casa da Comédia, e em digressão pelo país. Posteriormente, com Vasco Pereira da Costa, foi representado no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra. E em muitas instituições escolares ao longo dos anos. «Manuel Alegre, sobretudo através dos mitos, reflecte sobre os problemas do homem moderno e realça valores ainda hoje vivos, valores perenes que resistem ao passar do tempo. De modo especial sentiu-se atraído por Ulisses, pela sua contraditória ânsia de aventura e de partida, por um lado, e desejo de regresso a casa e à paz do lar, por outro. Este herói homérico, símbolo de Portugal, do povo português, encontra-se perdido em si mesmo e é preso logo que aparece; Ítaca, a pátria, sem liberdade, dominada e esbulhada, continua sem se encontrar. Daí a necessidade de um barco para os recuperar - para chegar «a Ítaca dentro de nós: tão em si mesma perdida». José Ribeiro Ferreira in Manuel Alegre - Ulisses ou os Caminhos de Eterna Busca.

Detalhes do Artigo

  • ISBN: 9789722072458
  • Editor: DOM QUIXOTE
  • Data de publicação: outubro 2021
  • Páginas: 80
  • Dimensões: 20,9 x 15,6 x 0,6 cm

Sobre o Autor

MANUEL ALEGRE

Manuel Alegre nasceu a 12 de Maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e ator do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC). Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção. Em Outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974. Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice- presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e membro do Conselho de Estado. A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada. Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999. Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio D. Dinis. Em 2014, recebeu o Prémio Amália da Fundação Amália Rodrigues e, em 2016, o Prémio Vida Literária da APE e o Prémio de Consagração de Carreira da SPA. No mesmo ano, foi atribuído o Grande Prémio de Literatura dst ao seu livro de poemas Bairro Ocidental. Em 2017, foi distinguido com o Prémio Camões e, em 2019, com o Prémio Vida e Obra da SPA. Em 2021, Quando recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa. Memórias Minhas recebeu o Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE/CM de Coimbra.

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