Sinopse
Repetidas até à exaustão, as imagens digitais informam, escondem, mentem, encaminham, adormecem. Os olhos seguem o insólito, o fútil, «estou aqui, não me estás a ver», bebem o crime até ao sangue. A bola rola, torna a rolar. Imagem e som oco preenchem o vazio, perturbam a lógica e a fala. Haja máquinas que recolham e transmitam imagens e sons. Abençoadas. Penduradas nas mãos, nos ombros, nos ouvidos, no pescoço. É com elas que falamos. Não, boca a boca, mão a mão. Mas de repente os olhos humedecem maravilhados com a beleza das imagens. São momentos raros como um pássaro que vem pousar numa janela de cidade. No tempo mais agreste, no jardim, na boca do vulcão, o amor canta, o riso explode, as violetas florescem azuis entre as pedras, os catos eriçam e abrem entre picos as suas flores amarelas.
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Detalhes do Artigo
- ISBN: 9789722132718
- Editor: CAMINHO
- Data de publicação: maio 2024
- Páginas: 248
- Dimensões: 21 x 13,7 x 1,7 cm
Sobre o Autor
ANTÓNIO BORGES COELHO
António Borges Coelho Nasceu em Murça, Trás-os-Montes, em 1928. Professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras de Lisboa, dedica- se à investigação no campo da História desde 1957. Além de sete volumes da História de Portugal é autor de vasta bibliografia, que inclui poesia, ficção, ensaio e teatro